Química Analítica na agricultura

Química Analítica na agricultura

A Química analítica desempenha um importante papel na área agronômica para tomada de decisões. Um dos exemplos  que podemos citar é a diagnose foliar no que se refere ao conhecimento do estado nutricional das plantas. A diagnose foliar busca através das folhas diagnósticos (amostras representativas) conhecer teores dos nutrientes relacionados às deficiências ou toxidez na planta, e com isso verificar a necessidade de adubação. A diagnose foliar depende do tipo de cultura, quantidade de folhas coletadas, idade etc.

A avaliação do estado nutricional das plantas, aliados ao conhecimento da faixa de suficiência ideal de cada elemento (mínimo ou máximo) permite o planejamento de uma adubação correta  para uma produção agrícola adequada. A produção agrícola dependerá de outros fatores como, por exemplo, das condições edafoclimáticas.

Neste tocante a química analítica é uma área  que permite separar, identificar e quantificar  um determinado analito de interesse. A química analítica é dividida em três:  química analítica qualitativa, química analítica quantitativa e química analítica Instrumental.

A química analítica qualitativa permite conhecer, identificar algum analito de interesse sem quantificá-lo. Por sua vez a química analítica quantitativa permite quantificar analito (s) ou parâmetros de interesse através de medições (determinações) realizadas em laboratório com finalidade específica. Os valores determinados representam diversos dados de uma amostra (umidade, teores de macronutrientes  e micronutrientes, entre outros).

A química analítica instrumental utiliza técnicas instrumentais que auxiliam dependendo da necessidade o conhecimento de parâmetros de interesse. Os equipamentos utilizados na maioria das vezes são extremamente sensíveis e permite detectar níveis por exemplo na área de nutrição de plantas  de mg kg -1, mg L-1, µg kg-1, µg L-1 de macronutrientes e micronutrientes.  O laboratório por sua vez possui estrutura adequada permitindo os técnicos desenvolverem suas atividades de forma segura em cada área de interesse (ambiental, águas, solos, resíduos, dentre outras) baseadas em procedimentos reconhecidos que são documentos os quais  descrevem todas as operações necessárias (amostragem, preparo da amostra, cuidados no manuseio, preparo de soluções)  visando a obtenção e expressão dos resultados com qualidade.

Existem dois tipos de amostras: a aleatória coletada aleatoriamente sem utilizar método adequado. Podemos citar, por exemplo, uma amostra de solo coletada próxima a locais onde circulam máquinas. Em algumas situações, o valor analítico não é reconhecido. Nessa situação o profissional não terá condições de tomar nenhuma decisão. Por outro lado a amostra representativa, apresenta o resultado real dos parâmetros de interesse. Nas amostragens representativas e dependendo da necessidade são aplicados métodos já bem estabelecidos para proporcionar  a obtenção de resultados com confiabilidade. Porém para cada tipo de amostragem existem procedimento e acessórios apropriados.

O campo da química analítica é muito flexível  e dinâmico visto que tem se adaptada a diversas situações buscando soluções analíticas para atender clientes e mercados  externos e internos e novas legislações propostas por organismos reguladores no Brasil.

*Paulino F. de Souza é docente da Fatep Piracicaba. Possui licenciatura em Química, mestrado e doutorado em Ciências pela USP (Universidade de São Paulo).